Pesquisadores da Universidade de Birmingham encontraram uma lacuna. O combustível de hidrogênio geralmente custa um braço e uma perna, ou pelo menos queima sujo. Eles mudaram a matemática.
95% do hidrogénio atual nasce de combustíveis fósseis. Ele carrega uma etiqueta de culpa pelo carbono que ignoramos por nossa conta e risco.
A contradição é feia. Consideramos o hidrogénio o salvador limpo das siderúrgicas e dos camiões pesados. Na realidade? Na maior parte, é apenas gás renomeado. Os processos para retirá-lo da natureza são dinossauros consumidores de energia. Eles expelem CO2 como nada mais.
Digite a perovskita.
Uma equipe liderada pelo professor Yulong Ting decifrou um novo código. Eles não estão apenas dividindo a água; eles estão fazendo isso preguiçosamente. Literalmente. Os métodos termoquímicos convencionais precisam de um calor insano – 1.500 graus Celsius apenas para reiniciar o ciclo. É brutal. Caro. Inútil se você puder evitá-lo.
Este novo método funciona entre 150 e 5 graus Celsius. Então regenera em 700.
Isso é uma queda de 500 graus.
Isso importa. As siderúrgicas e as fábricas de cimento desperdiçam enormes quantidades de calor. Calor desperdiçado. Ele flutua inutilmente na atmosfera. Este catalisador pode capturar a energia térmica descartada e transformar água em combustível no local.
Sem oleodutos. Não há caminhões transportando tanques pressurizados por todo o país. Sem pesadelos de armazenamento.
A produção local resolve o problema do transporte local. A barreira da infraestrutura desaparece se você não precisar da infraestrutura.
Os números também não mentem. Uma análise aproximada de custos coloca isso tanto na eletrólise “verde” quanto no hidrogênio “azul”. A diferença de preços é maior onde a energia renovável já é barata – como na Austrália. Sugere um mundo onde as zonas industriais se alimentam de combustível sem olhar para fora da sua própria fonte de resíduos.
Por que não fazer o óbvio?
O hidrogênio não permanece como gás puro na Terra. Esconde-se em água e hidrocarbonetos. A reforma a vapor divide o metano para retirá-lo. Barato? Sim. Limpar? Dificilmente. Ele despeja carbono em todos os lugares, a menos que você conecte um sistema de purificação gigante. A eletrólise usa eletricidade para dividir a água. Mais verde. Mais devagar. Mais caro. Atualmente, abastece apenas 4% da oferta global.
Métodos orientados pela luz? Ainda ficção científica. Muito ineficiente.
O truque do BNCF
As perovskitas são estruturas cristalinas que agem como esponjas de oxigênio. Esta equipe se concentrou em uma mistura de bário, nióbio, cálcio e ferro. Eles o chamaram de BNCF.
Especificamente, a formulação BNCF100.
Ele absorve oxigênio em sua estrutura reticular. Divide a molécula de água. Libera o hidrogênio. Então ele exala o oxigênio. Ele repete o ciclo indefinidamente. Dez ciclos nos testes até agora não mostram nenhum colapso estrutural. As varreduras de difração de raios X pareciam limpas. Estável.
Revelámos um catalisador capaz de produzir rendimentos substanciais a temperaturas relativamente baixas. — Prof. Yulong Ding
O estudo aparece no International Journal of Hydrogen Energy. Foi um esforço conjunto com a Universidade de Ciência e Tecnologia de Pequim. A Birmingham Enterprise já registrou uma patente para o uso de catalisadores BNFC para dividir a água em baixas temperaturas. Eles estão procurando parceiros para comercializá-lo.
O pedido de patente cobre a divisão de baixa temperatura. O objetivo são parceiros de desenvolvimento no Reino Unido e na Europa.
Então será este o fim do hidrogénio alimentado a combustíveis fósseis?
Talvez não amanhã. Talvez nem no próximo ano. Mas a desculpa de que o hidrogénio limpo requer uma enorme infra-estrutura industrial? Isso pode estar evaporando junto com o calor residual.



















