Ele não era exatamente o tipo de cara com quem você gostaria de tomar uma bebida. Ou uma conversa. Ou realmente, qualquer coisa. Mas o público que ia ao cinema não se cansava de W.C. Campos. Nascido William Claude Dukenfield na Filadélfia, em 29 de janeiro de 1880, ele conquistou um nicho único na história de Hollywood. Ele morreu no dia de Natal de 1946, em Pasadena, Califórnia, deixando para trás um legado baseado na misantropia e no timing cômico magistral.
Antes de se tornar um nome familiar na tela, Fields foi a atração principal do vaudeville. Ele fez malabarismos. Ele se apresentou. Ele resistiu por sete temporadas no Ziegfeld Follies entre 1915 e 1921. Foi uma tarefa difícil, mas valeu a pena quando seu sucesso de palco Poppy estreou em 1923. Esse sucesso lhe rendeu um papel de protagonista na adaptação cinematográfica, Sally of the Sawdust, em 1925.
Os filmes mudos o limitaram, no entanto. Ele realmente não se tornou um comediante de cinema de primeira linha até que as imagens sonoras chegaram. O público finalmente ouviu sua voz rouca e distinta. Esse som fazia parte do charme. Sua persona na tela – um vigarista e fanfarrão desagradável e hilário – foi em grande parte criada por ele mesmo. Ele odiava crianças. Ele odiava cachorros. Ele adorava uma boa bebida e um golpe melhor.
Fields escreveu e improvisou a ação da maioria de seus filmes. Ele não apenas agiu; ele moldou o caos. Sua filmografia inclui algumas das comédias mais nítidas da época:
* Você não pode enganar um homem honesto (1939)
* Meu Pequeno Chickadee (1940)
* O Banco Dick (1940)
* *Nunca dê a um otário uma oportunidade de equilíbrio * (1941)
A maioria desses papéis mostra seu mau humor, marca registrada. Eles destacam por que ele continua sendo uma figura fascinante na história do entretenimento. As pessoas ainda os observam para ver como ele interpretou um personagem tão repugnante com tanta graça.
Ele saiu de sua zona de conforto uma vez. Seu único papel sério como ator veio em 1935. Ele interpretou o Sr. Micawber em David Copperfield. Era um contraste gritante com as travessuras cínicas e babadas de sempre. Mas mesmo assim, a sua presença era magnética.
Por que o público o amava? Talvez tenha sido a rebelião contra a polidez. Talvez tenha sido apenas ouvir aquela voz dizer para você ir bater na areia. Seja qual for o motivo, W.C. Fields prendeu o patamar. Ele deixou o palco com um sorriso malicioso e um copo meio vazio. O fim de sua carreira não parecia um fim. Parecia mais uma piada esperando para acontecer.



















