A arquitetura oculta dos pedestais: das raízes romanas às regras renascentistas

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Observe uma coluna em um grande edifício. Geralmente fica em alguma coisa. Essa base não existe apenas para evitar que a pedra toque o chão. É chamado de pedestal. E faz muito mais do que apenas suportar peso.

Na arquitetura clássica, um pedestal é a plataforma sob uma coluna, estátua, vaso ou obelisco. Pode ser moldado de três maneiras. Quadrado. Octogonal. Ou circular. Às vezes, a palavra também se refere às partes verticais de uma grade. Esses são os pedaços entre os balaústres. Um único pedestal também pode sustentar um grupo inteiro de colunas. Uma colunata inteira.

Existe uma anatomia específica para isso. Três partes, de baixo para cima. Primeiro, o pedestal. Também chamado de pé. Então o dado. Ou dado. Por fim, a cornija. Às vezes chamado de limite ou superfície. Cada parte tem um nome. Cada parte tem um trabalho.

Os romanos começaram a usá-los. Eles queriam que as colunas parecessem imponentes. Uma coluna alta sobre um pedestal alto chama a atenção. Você vê isso nos arcos triunfais. É uma questão de presença. Sobre fazer algo parecer maior do que é.

Depois veio o Renascimento na Itália. Os arquitetos mudaram as regras. Eles não usaram pedestais apenas para causar efeito. Eles os tornaram obrigatórios. Escritores teóricos disseram que um pedestal era parte integrante da ordem. Era inseparável da coluna e do entablamento acima dela. Você não poderia ter um sem o outro.

Eles também estabelecem regras de altura. As proporções importavam. A regra era simples. Se a coluna for mais alta, o pedestal também deverá ser mais alto. É uma lei de escala. Uma hierarquia visual.

Por que isso importa hoje? Quando você passa por um banco ou museu, você vê essa hierarquia. O pedestal eleva o assunto. Literal e figurativamente. Diz a você o que é importante. O que merece ser admirado.

Mas a estrutura é frequentemente ignorada. Nós olhamos para a coluna. Ou a estátua no topo. Raramente notamos o dado. Ou o pedestal. No entanto, sem ele, a coisa toda parece infundada. Flutuante. Instável.

Arquitetura é apenas física aplicada com um problema de ego. O pedestal é o ego. A coluna é o corpo. E o chão? A base é a verdade.

Uma base muda a forma como percebemos o poder? Provavelmente. Isso coloca as coisas fora de alcance.

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