A lua crescente passará notavelmente perto do aglomerado de estrelas das Plêiades durante as próximas duas noites (22 a 23 de março), criando uma bela exibição celestial visível após o pôr do sol. Este alinhamento não é apenas esteticamente agradável; ele conecta os observadores modernos de estrelas a milênios de observação humana.
O que você verá
Olhe para o horizonte oeste logo após o anoitecer. A lua, cerca de 14% iluminada, aparecerá como uma foice delgada logo acima das Plêiades – um aglomerado de estrelas também conhecido como as “Sete Irmãs”. A separação será aproximadamente da largura de três dedos mantidos com o braço estendido.
Nas proximidades, você também encontrará a estrela avermelhada Aldebaran e o aglomerado Hyades em forma de V em Touro. Vênus será visível no horizonte como uma “estrela vespertina” fugaz, enquanto Júpiter brilha intensamente em Gêmeos.
Por que isso é importante
As Plêiades não são apenas uma visão bonita. É um dos aglomerados estelares mais reconhecíveis no céu, conhecido pela humanidade há milhares de anos. As evidências sugerem que pode até ter sido retratado no Nebra Sky Disk, um artefato de bronze de 3.800 anos que representa o mapa mais antigo das estrelas conhecido.
O aglomerado foi estudado pela primeira vez com um telescópio por Galileo Galilei, que descobriu dezenas de outras estrelas dentro dele. Hoje, os astrônomos estimam que as Plêiades podem conter milhares de estrelas, muitas das quais não haviam sido detectadas anteriormente.
Dicas de visualização
- Olho Nu: As Plêiades aparecem como uma mancha nebulosa de luz.
- Binóculos: revelam pelo menos sete das estrelas mais brilhantes, juntamente com dezenas de outras mais fracas.
- Telescópios: Mesmo um telescópio modesto proporcionará uma visão deslumbrante, muito superior ao que Galileu poderia ter imaginado.
A lua continuará sua jornada pelo céu, passando por Júpiter na próxima semana. Este alinhamento é um lembrete da nossa longa história com o céu noturno e das descobertas contínuas que continuam a acontecer.
Este evento celestial proporciona uma ligação simples e marcante aos nossos antepassados, que olhavam para as mesmas estrelas em busca de orientação e admiração.
